Como Zaqueu…

1 10 2013

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Com esse tema estou iniciando com  artigos missionários esse mês de Outubro, que é dedicado às missões.

No Evangelho de Lucas narra-se a história de Zaqueu. Ele era “muito rico e muito baixo”.

Para o Evangelho, quem é muito rico é sempre muito baixo, pois está fechado e curvo em si mesmo, dobrado sobre seu dinheiro e suas posses. Não tem tamanho nem interesse para olhar olho no olho as outras pessoas.

Um rico se acha grande e importante, mas quando for ficar no meio da multidão, percebe que seu tamanho é reduzido. Deu mais valor ao dinheiro do que à vida, é um anão espiritual.

Considera os outros só um empecilho que impede chegar onde está desejando. Por isso Zaqueu quer subir numa árvore, para ficar, mais uma vez, acima dos outros. As palavras de Jesus são claras, porém: Zaqueu, desce! Desce de seu orgulho e arrogância, venha aqui no chão.
E Zaqueu, pela primeira vez, enxerga os pobres. Aqueles que eram obstáculo, agora são protagonistas de sua conversão.

Não é difícil ler hoje esse Evangelho na realidade de Açailândia e do corredor de Carajás.

A Vale, em sua operação de duplicação dos trilhos e do lucro, considera as comunidades ao longo da ferrovia como “interferências” para suas obras e projetos. Trata com ‘os pobres’ (se comparados com ela!) entregando umas esmolas aqui e acolá e acalmando a revolta deles.

Mas as comunidades não são obstáculo! E a elas, diz o Evangelho, é preciso devolver, não só derramar alguns pingos de esmola! Devolver suas terras, seu direito de viver, cultivar, respirar sem poluição, circular seguros em suas estradas…

Nesse mês de novembro chegou notícia da prisão de Ricardo Nascimento (grupo Ferroeste, presidente também da siderúrgica Gusa Nordeste de Açailândia). É acusado, no Espírito Santo, de participar da máfia da corrupção. Há documentos falsos de empresas que presumidamente vendiam carvão para suas siderúrgicas, enquanto elas sugam ainda carvão ilegal dos pequenos produtores, encobrindo com notas fiscais falsas.
Conforme noticiado, “é um esquema que no Espírito Santo dura há cerca de dez anos e trouxe lucros milionários para os donos de siderúrgicas”.

Ricardo Nascimento é presidente de uma das siderúrgicas que em Açailândia há mais de vinte anos oprimem e poluem os pobres do povoado de Piquiá de Baixo.
De onde vem a riqueza das siderúrgicas? Por que por vinte anos elas, a Vale, o Município e o Estado, como Zaqueu, nunca enxergaram os pobres de Piquiá?

Está na hora de abrir os olhos, de dizer que 350 famílias valem mais do que 50 vacas e de todos os lucros injustos das empresas.
Está na hora que esses Zaqueus, amigos dos poderosos e aliados a eles, desçam da árvore e comecem a devolver (essa é a palavra do Evangelho): devolver o que não é deles e que foi furtado à saúde e à vida dos pequenos!

Fonte:http://dariocombo.blogspot.com.br

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Reflexões de Dom Thomas Christian – Monge Cartuxo

25 09 2013

Transcrevo aqui alguns pensamentos das belas reflexões desse santo homem Dom Thomas, monge cartusiano.Os texto são belíssimos, mas infelizmente a tradução do italiano para o português não sai exatamente igual, por isso estou recolhendo o maior legado espiritual possível em forma de frases. Agradecendo sempre o meu amigo Roberto Sabatinelli que tanto tem fornecido enorme e rico material sobre a espiritualidade cartusiana.

Receita para vencer a pobreza do século: O AMOR.

1- “Em todos os lugares o homem, a humanidade está à procura de amor, à procura de amor e de ser amado. Pensa encontrar nas criaturas: dinheiro, enfeites, etc. Pensa encontrá-lo em seus companheiros, mas, infelizmente, continua a ser mais decepcionado.”( Dom Thomas Christian)

2- “O plano horizontal nunca vai encontrar algo para satisfazer essa sede de amor. Se o homem e a mulher são tão atormentados, torturados por este desejo, deve haver algo que deve atender e satisfazer esta sede. Se não, a existência do homem e da mulher é um absurdo. Mas nossa existência não é um absurdo, realmente, uma pessoa deu a solução. No evangelho Jesus dá a resposta. Jesus revelou-nos que temos um Pai que é amor infinito.”( Dom Thomas Christian)

3- “Este Pai criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, que é o Amor. Mas não há verdadeiro amor sem liberdade.”( Dom Thomas Christian)

4- “O Pai tem dado a mulheres e homens liberdade. A liberdade é o mais belo presente que o Pai nos fez, eécom essa liberdade que podemos amar completamente.” ( Dom Thomas Christian)

4- “O que é o amor verdadeiro? Se nós contemplamos o mistério de Deus, vamos encontrar a resposta. Deus, que é Amor, Deus deve existir em um amante e um Amado. Na verdade, Jesus revela que Deus é um Pai e um Filho. O Pai ama o Filho, para que é despojado de tudo o que ele tem para dar a seu filho, e vice-versa, o Filho ama o Pai, que lhe dá tudo o que você tem.”( Dom Thomas Christian)

5- “Então, o homem e a mulher, sendo criado à imagem e semelhança de Deus, deve dar-se plenamente e cada vez mais um ao outro amor.”(Dom Thomas Christian)

6- ” Se o amor não cresce, morre. Este amor espiritual no homem e na mulher se manifesta de forma significativa em seus corpos, e é por isso que a Bíblia diz: ‘formarão uma só carne “.(Dom Thomas Christian)

7- “Se não houver fidelidade não existe amor.”(Dom Thomas Christian)

8-  “Por outro lado, exige a igualdade, porque se um domina o outro, não há amor, mas tirania egoísta.”(Dom Thomas Christian)

9- “Mas o mundo presente, a presente civilização está em ruínas, destrói o verdadeiro amor. Pornografia reduziu à escravidão, o animal prevalece sobre o espiritual. Como resultado, o mundo está cheio de inveja, ódio e, finalmente, as pessoas matam, cometem suicídio, usam drogas, as doenças estão aumentando, aids, etc.”(Dom Thomas Christian)

9- “Um rio de sangue, uma torrente de lágrimas que cobrem o chão. Agora, se queremos ter paz, alegria, temos de voltar a Cristo, a luz verdadeira e única, a única maneira, toda a verdade e vida plena. Caso contrário, o maligno, Satanás vai dominar-nos e seremos cada vez mais infelizes neste mundo e no próximo.”(Dom Thomas Christian)

10- “O caminho indicado por Jesus para atender toda a verdade e desfrutar a vida plena é muito simples: buscar o Reino de Deus, o Pai, e todo o resto será dado por acréscimo. Isso é amar a Deus com todo o coração, com toda sua força, com todo o seu espírito e seu próximo com ele mesmo. O santo é um santo, porque ele amava a Deus com todo o coração e ao próximo como a si mesmo. Como não poderia chegar em sua fraqueza a esse amor?o próprio Jesus diz: sem mim, nada podeis fazer.”(Dom Thomas Christian)

11-“Jesus Gandhi, Madre Teresa de Calcutá salvou o mundo.Gandhi disse: “nós temos um Pai no céu. A Índia pode alimentar muito mais, v não precisa de aborto. Sem violência, podemos libertar a Índia ‘. Gandhi, de fato libertou a Índia pela oração e pelo jejum contínuo: os demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum. O Senhor diz: “se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará e nada será impossível para você.” Se tantos jovens em clubes usam drogas, não é culpa deles. A civilização atual é responsável, porque não respeita a pessoa humana.”(Dom Thomas Christian)

12-“O dinheiro é mais do que nunca, o rei do mundo, a civilização, o consumismo, a morte, a negação, a rejeição do mal e do verdadeiro bem. Não podemos servir a Deus e ao dinheiro, temos de ser semelhantes a Cristo manso e humilde de coração. Um Cristo que se fez pobre para enriquecer-nos a todos. Grande são os humildes e mansos ou seja, aqueles que venceram a si mesmos. Mas se um homem domina a si mesmo, então ele vai ser forte. Jesus será capaz de viver nele.”(Dom Thomas Christian)

NOTA: Dom Thomas partiu para pátria celeste, fazem alguns meses.

Você poderá continuar lendo toda a reflexão neste site:http://cartusialover.wordpress.com

 





Monastério de Pskov-Petchersky: Eugênio Nicolaevich (Peregrinando para Deus Sérgio N. Bolshakov)

7 06 2013

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Em 1926, encontrei o doutor Rozov no mosteiro de Pskov-Petchersky. Ele era então médico do distrito, e ao mesmo tempo atendia aos irmãos, pelo que tinha direito a ocupar uma sala no primeiro andar da casa paroquial. Eugênio Nicolaevich tinha mais de cinqüenta anos e era viúvo. Seu filho, um moço equilibrado e inteligente, estudava na escola secundária de Petchersky. Ambos viviam com muita simplicidade. O doutor Rozov provinha de uma família de sacerdotes, tinha estudado no seminário sem chegar a ordenar-se, formou-se em medicina, cursando brilhantemente a Faculdade de Medicina de Tomsk, na Sibéria.

Não somente era bom e espiritual, mas também perito em teologia. Tinha uma profunda humildade e um grande amor ao próximo. Não se negava nunca a ninguém. Se lhe pediam que fosse ver um doente num local distante, ia sem cobrar nada; quando lhe pediam conselhos, ele os dava. Em sua casa não recusava nada e, apesar disso, não passou necessidade. Uma tarde, eu estava sentado com ele em seu quarto. Pelas janelas abertas entrava o perfume dos lilases e dos jasmins do jardim da casa paroquial. As igrejas dos mosteiros antigos, pintadas de cores claras com cúpulas azuis pontilhadas de estrelas douradas, se destacavam nitidamente sobre o fundo verde do jardim na penumbra transparente das noites brancas do Norte. Reinava um silêncio solene e profundo. No acanhado recinto diante de um ícone antigo, brilhava a luz de uma lâmpada. Eugênio Nicolaevich estava sentado numa cadeira, com uma blusa russa de cor branca cingida por um cinto. Com a barba já grisalha parecia um cura de aldeia na sua paróquia.

– Eugênio Nicolaevich, segundo me disseram, você não se preocupa em ganhar dinheiro, tampouco está solícito com o seu sustento e, apesar disto, está sempre de bom humor. Como pode explicar-me isto?

– A gente fala, Sérgio Nicolaevich, e eu só digo que, segundo o Evangelho, deve-se buscar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais será dado por acréscimo. Como você sabe, eu sou filho de um sacerdote e terminei o seminário. Na minha infância e juventude, ia amiúde com meus pais aos mosteiros da Trindade São Sérgio, a Optina Pustinia, a Sarov, a Valaam, etc. Uma vez escutei uma história que contou um hospedeiro de Optina Pustinia. Disse que uma vez chegou ali para orar um rico comerciante moscovita, mas por causa do degelo teve que adiar seu regresso mais do que pensava. Estava com seu filho. Ao despedir-se, perguntou ao hospedeiro: “Padre, quanto vai cobrar-me pela minha hospedagem e pela do meu filho?” E ele lhe respondeu: “Quanto você quiser”. “E se eu não quiser pagar nada?” “Será esta a sua vontade”. “E se de cem peregrinos, somente um quiser pagar?” “Assim acontece algumas vezes, que de noventa pagam dez”. “Bem disse o comerciante a seu filho – tira o dinheiro e paga por nós e pelos que não pagam”. E pagou de boa vontade e ficou contente.

Por isso agradecemos a Deus por alimentar nossos irmãos necessitados. Meu falecido pai, o Padre Nikolai, sempre me dizia: “Quando você for médico, Eugênio, os pobres virão procurá-lo e não terão com que pagar. Você não lhes exigirá nada e lhes comprará os remédios. O Senhor não abandonará você, você viverá, e a sua alma estará sempre em paz e sua consciência não poderá acusá-lo de nada”. Eu faço assim e estou contente. Se alguém pode pagar, o agradeça. – Se não pode, trabalho para Deus. Os que servem aos pequeninos, servem a Deus. Agora mesmo me trouxeram uns vidros de marmelada e nem sequer sei quem os trouxe. Trazem também dinheiro e objetos, não só para mim e para meu filho, mas para os demais. Recordo o apóstolo São Paulo: “Se, pois, temos alimento e vestuário, contentemo-nos com isso. Ora, os que querem se enriquecer caem em tentação” (1Tm 6, 8-9). No Evangelho está escrito: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). Os fariseus, que amavam as riquezas, sorriam, mas quem ri por último ri melhor.

Por isso, se esforce pelo único necessário e o resto lhe será dado por acréscimo.

– Como é isto, Eugênio Nicolaevich?

– E evidente que você é ainda um homem um pouco religioso. Saiba de uma vez por todas que o principal é adquirir a paz interior, e quando a tiver conseguido, nada lhe faltará porque está escrito: “Adquira a paz interior, e milhares encontrarão a salvação perto de você”. E estes milhares lhe trarão tanto que você não saberá onde guardar tudo. E inútil inquietar-se por estas coisas. Os ateus querem apropriar-se de tudo e arrastar os outros porque dizem que se vive uma só vez. Para eles a dívida se embeleza quando se paga.

Agora, Sérgio Nicolaevich, você vai para o exterior, começando pela Bélgica e pela França, e aí estará com os católicos e logo, talvez, se encontrará com protestantes, aqui e lá. Nada acontece sem a vontade de Deus, portanto deverá ir bem, se tudo se for arranjando por si mesmo.

Você começa algo de novo, nunca ouvido: a relação com os católicos, coisa que a alguns lhes parecerá suspeita porque pensarão que o fará para beneficiar-se. Mas se enganam, Sérgio Nicolaevich. Sou um velho médico e já vi muitas pessoas, e por isso sei que você é um homem simples, ingênuo e não é dos que se aproveitam. Precisa passar por um pouco de sofrimento, de extrema pobreza, de incompreensão e desprezo, mas não desespere e com paciência viva com simplicidade, com simplicidade e humildade, e a seu tempo virá o que agora você não pode imaginar: refiro-me ao sucesso de sua façanha. Então você entenderá o que significa receber cem por um. Mas no começo, é necessário sofrer, alcançar a paz do desapego do mundo. É assim que eu me esforço. Faça o mesmo, não se apegue ao que passa e siga seu caminho. Leu a Filocalia?

– Li-a, Eugênio Nicolaevich, mas sinceramente, entendi muito pouco.

– Quando chegar à minha idade, entenderá por experiência. Na Filocalia há muitas coisas sobre a vigilância do pensamento e também sobre a Oração de Jesus. Ela o ajudará muito.

– E pode uma pessoa jovem que vive no mundo, como eu, dedicar-se a esta oração?

– Claro que sim. O peregrino dos relatos tinha sua idade e também Nemitov, o comerciante milionário de Orlov, que havia chegado a tais alturas do espírito que o próprio staretz Macário de Optina se admirava. Além disso, no fim de sua vida, se desprendeu de tudo e me arrastou também a mim, quando meu filho já podia manter-se sozinho. Quanto à oração, seja sempre moderado. Tudo chega com os anos, mas temos que nos esforçar.

Quando pediram ao staretz Ambrósio que intercedesse para a promoção de alguns irmãos, respondeu: “O tempo trará tudo: o hábito, o sacerdócio, mas não o Reino de Deus, que ninguém o dá, mas temos de nos esforçar para ganhá-lo”. Esmere-se com sinceridade na oração, pois o Reino de Deus está no seu interior e ela o ajudará a consegui-lo.

Fonte:http://www.ecclesia.com.br





Ensinamentos de João Crisóstomo († 407)

29 05 2013

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Passo agora a um outro Padre antioqueno, misticamente apaixonado pelo sacerdócio.
Antes de qualquer outra consideração, gostaria de apresentar o pastor em ação, em pleno exercício de seu ministério.
Refiro-me às célebres Homilias sobre Mateus e à maneira como Crisóstomo encarava pastoralmente problemas muito sérios, como o da riqueza e da pobreza na comunidade cristã de Antioquia.
As homilias de Crisóstomo (aprox. 350-407) Sobre o evangelho de Mateus constituem para nós o mais antigo comentário completo ao primeiro evangelho. Representam, ainda, um testemunho significativo dessa atividade homilética que asseguraria a Crisóstomo o mais alto reconhecimento entre os oradores eclesiásticos. Tais homilias remontam aos anos entre 386 e 397 – entre a ordenação sacerdotal, em Antioquia, e a eleição à cátedra patriarcal de Constantinopla -, período em que Crisóstomo foi chamado a desempenhar diversas vezes o cargo de pregador nas mais importantes igrejas antioquenas. Esse encargo era particularmente adequado à índole de João, que, depois de uma experiência monástica e eremítica, tinha abraçado o sacerdócio em resposta a uma irresistível vocação pastoral[15], visando, especialmente por meio da pregação das Escrituras, realizar essa vocação. Coerentemente, sua pregação e sua exegese – fiéis às indicações fundamentais da “escola antioquena” – parecem especialmente sensíveis às condições concretas, aos problemas e às necessidades, também materiais, dos destinatários.
Em particular – na Antioquia da segunda metade do século IV, em que eram enormes as desigualdades sociais e econômicas, em razão da guerra, do latifundismo, do capitalismo, do regime fiscal iníquo… -, Crisóstomo é estimulado constantemente a tratar dos múltiplos problemas decorrentes da convivência de ricos e pobres no seio da comunidade[16]. Basta pensar que, só nas homilias Sobre o evangelho de Mateus, esse tema aparece não menos de cem vezes!

Mas queremos ouvir “o pastor em ação”, lendo passagens de sua quinquagésima homilia Sobre o evangelho de Mateus[17].
Em seu conjunto, a homilia comenta a perícope conclusiva de Mt 14: mas o último versículo do capítulo – em que lemos que os habitantes de Genesaré levaram a Jesus seus doentes, “rogando-lhe tão somente tocar a orla da sua veste” (Mt 14,36) – permite a Crisóstomo uma amplificação parenética substancialmente autônoma, que ocupa, sozinha, toda a segunda metade da homilia.
A amplificação se justifica pelo contexto da liturgia eucarística, em que se insere a homilia: “Toquemos nós também a orla de seu manto”, convida Crisóstomo; “aliás, se quisermos, temos o Cristo todo inteiro. De fato, seu corpo está agora, aqui, diante de nós”. E prossegue: “Crede que também agora encontra-se aqui aquela mesa, à qual Jesus se sentou”[18].
Segundo Crisóstomo, essa certeza de fé interpela de modo decisivo a responsabilidade dos fiéis, uma vez que a participação da missa do Senhor não permite incoerências de nenhuma espécie: “Que nenhum Judas se aproxime da mesa!”, exclama o homiliasta. E não é critério suficiente de dignidade o fato de alguém se apresentar à mesa com vasos de ouro: “Não era de prata aquela mesa, nem de ouro o cálice com o qual Cristo deu seu sangue aos discípulos. […] Queres honrar o corpo de Cristo? Não permitas que ele esteja nu: e não o honres aqui, na igreja, com tecidos de seda, para depois tolerar, fora daqui, que ele morra de frio e nudez. Aquele que disse: ‘Isto é o meu corpo’, disse também: ‘Tive fome e não me destes de comer’; e: ‘O que deixastes de fazer a um destes pequeninos, o deixastes de fazer a mim’. Aprendamos, portanto, a ser sábios, e a honrar o Cristo como ele quer, gastando as riquezas pelos pobres. Deus não precisa de cabedais de ouro, mas de almas de ouro. Que vantagem há em que sua mesa esteja cheia de cálices de ouro, quando ele mesmo morre de fome? Primeiro ele mesmo, o faminto, se sacia, e então, com o supérfluo, ornarás sua mesa!”[19]
As expressões citadas são suficientes para demonstrar a plena identificação de Cristo com o indigente. Crisóstomo tem plena consciência de que, antes de qualquer outra explicação, vale a declaração de princípio: quem serve ao pobre serve a Cristo, quem rejeita ao pobre rejeita a Cristo. É sobre isso que seremos julgados (Mt 25,31-46). Mas Crisóstomo tem consciência, igualmente, de que esse amor pelo próximo – para ser realmente o amor de Jesus – deve alimentar-se da comunhão com Deus, de seu amor por nós.
Em sua pregação, o bispo sublinha insistentemente a relação íntima que existe entre o mandamento do amor e a vida de Deus. A autêntica testemunha da caridade deve poder dizer, com o apóstolo João: “O que vimos e ouvimos, o Verbo da vida, nós vo-lo anunciamos” (1Jo 1,1.3).
Em outros termos, para crescer na caridade autêntica, os fiéis, e com maior razão os ministros ordenados, devem conhecer Jesus, entrar em profunda intimidade com ele[20].
Mais uma vez, o discurso volta à “dimensão contemplativa” do presbítero e à qualidade de seu encontro com o Senhor na Palavra e nos sacramentos.

Nessa mesma perspectiva pode ser lido também o famoso Diálogo com Basílio, composto por volta de 389[21], sobretudo a passagem em que João Crisóstomo fala do “exemplo” e da “palavra” como remédios à disposição do presbítero: “Aqueles que curam os corpos dos homens têm à disposição vários remédios. […] Em nosso caso, além do exemplo, não temos outro instrumento ou método de cura além do ensinamento que damos pelo uso da palavra”[22].
No mesmo Diálogo, Crisóstomo fala do sacerdócio como “uma vida feita de coragem e dedicação”, pois o ministério do (verdadeiro) pastor não conhece as fronteiras estreitas do interesse pessoal, mas redunda em vantagem de todo o rebanho[23].
Para Crisóstomo, o cuidado com o rebanho é o “sinal do amor”, é a prova concreta de que o ministro ama realmente o Senhor: “Se me amas, apascenta as minhas ovelhas…”
Nessa ocasião, observa Crisóstomo, o mestre perguntou ao discípulo se o amava não para que pudesse ele mesmo sabê-lo: por que precisaria fazer isso, ele, que perscruta e conhece o coração de todos? Nem tampouco “pretendia demonstrar-nos o quanto Pedro o amava: isso muitos entre nós já o sabiam. O que queria demonstrar era o quanto ele [o Senhor] amava a sua Igreja, e ensinar a Pedro e a todos nós quanto cuidado deveríamos dedicar a essa obra”[24].
Reside precisamente aqui a diferença abissal entre o “mercenário” e o “pastor”: “O bom pastor dá sua vida pelas suas ovelhas” (Jo 10,11).
Fonte:http://www.annussacerdotalis.org/





Monaquismo Copta e da Palavra de Deus

24 05 2013

F. Guido Dotti, um monge de Bose (Itália)

 

“O monaquismo copta força lembra-nos que a Palavra de Deus é e continua sendo uma lâmpada para os nossos pés, em qualquer momento da nossa existência.”

 

Foi dito sobre o Pai Serapião, ele reuniu uma vez em Alexandria um pobre frio. Ele disse para si mesmo: “Como eu posso, que passa a ser um asceta, estou vestindo uma túnica, enquanto os pobres ou melhor, Cristo está morrendo de frio? Certamente, se eu sair eu vou ser condenado à morte como homicídio no dia do juízo “, e, despindo-se como um atleta corajoso, ele deu aos pobres roupas que ele usava. E ele sentou-se com o pequeno evangelho que ele sempre usava sob sua axila. Veio passar um pacificador, quando viu nu, ele disse: “Pai Serapião, que você roubou? “E, deixando a pequena evangelho, ele disse:” É isso que tem me tirado. “E, levantando-se dali, ele conheceu alguém ser preso por dívida e não tinha dinheiro para pagar. Tendo vendido a pouco gospel, este Serapião imortal pagou a dívida do homem. E ele voltou para sua cela nu.Então, quando seu discípulo viu nu, ele disse: “Pai, onde está o seu pequeno túnica? “O primeiro disse:” Meu filho, eu mandei-o onde nós precisamos dele. “O irmão disse:” Onde está o pequeno evangelho? “O primeiro disse:” Pois bem, meu filho, o único que me disse todos os dias: “Vende os teus bens e dá aos pobres” (Mt 19, 21), eu vendi ele e ter dado para encontrar mais confiança nele no dia do julgamento. ”

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Uma reflexão sobre a presença da Palavra de Deus na vida diária dos monges do deserto egípcio é apenas a partir da máxima de que acabamos de ler, porque, então, como agora, a Bíblia é usada no monaquismo copta como a principal fonte da ação humana, a referência fundamental na busca diária por uma vida segundo o Evangelho. E essa é a perspectiva monástica que eu quero olhar para estas páginas, porque é uma tradição cristã em que o monaquismo sempre foi um espelho fiel – tempos de maior esplendor como nas de decadência – a vitalidade da toda a Igreja, é que o mundo copta sem passar pela totalidade dos 1700 anos da história da presença cristã no Egito, vou tentar indicar qual era a relação entre Escritura os “Padres do Deserto”, quando apareceu no início do século IV e qual é a importância do texto bíblico e evangélico, em particular, na vida e na evidência atual, eu tenho que saber, participando mosteiros coptas e amizade fraternal com alguns monges.

Sem dúvida, entre os vários elementos que deram vida ao fenômeno monástico antiga na região do Egito para a Síria e continuaram a moldar a forma – então se tornar exemplar para toda a vida monástica, mesmo no Ocidente – Escritura aparece como uma das mais decisivas. Alguns textos do Evangelho, especialmente as palavras de Jesus sobre a renúncia, suivance o fato de a levar a sua cruz, aparecem no início da vida monástica no deserto, como as fontes primárias podem inspirar tanto o único evento de “anacoreta, a retirada de distância, a vida diária na oração, no trabalho e na busca da vontade de Deus. São palavras performativas, que gradualmente tecidas as vidas de eremitas, anacoretas e eremitas, dando sentido e direção para a salvação da indústria: as Escrituras foram ouvidas, ler e meditar, para que em conhecer a “carta” e que atinge o “espírito” para manter o coração e, assim, fornecer uma fonte de conhecimento sobre os aspectos fundamentais da vida: o tempo escuro, dificuldade ou luta, como nos momentos mais brilhantes de sua existência, foi a escritura que forneceu a chave para penetrar o sentido da vida e purificar a relação consigo mesmo, com os outros e com Deus. Os Padres do Deserto chegou a tal assimilação da Palavra de Deus contida nas Escrituras que aqueles que deles se aproximou deles considerados “portadores da Palavra” na vida cotidiana, eles ouviram como autêntico sequentiae sancti Evangelii , o passagens de viver o Evangelho da vida.

Lendo os Padres apophthegms, que muitas vezes parece que os monges do deserto vivido e “falar” a Palavra, e isso porque a Escritura era a sua oração e trabalho, o diálogo com Deus e trabalho diariamente para transformar ” está escrito “em uma” carta viva “uma testemunha credível de que o pão da Palavra é verdadeiramente uma comida não pode apenas alimentar para a vida eterna, mas também para moldar a vida todos os dias, aqui e agora. Às vezes sorrir em alguns littéralismes, mas eles são indicativos de que foi provavelmente a reação imediata e espontânea dos primeiros ouvintes da pregação das parábolas de Jesus, gestos, silêncios, as atitudes de Jesus foram apreendidos pelo primeiro cristãos e monges, como exemplos, utilizáveis ​​e acessíveis para torná-la efetiva, real, todos os dias o suivance, rastreamento atrás de Jesus em um momento em que já não era possível acompanhar fisicamente nas estradas da Galiléia e Judéia.

D’Antoine, aquele que ouve as palavras do Evangelho: “Vai, vende o que tens e dá aos pobres” (Mt 19:21) e imediatamente vendeu todos os seus bens e se retirou para um pai espiritual up Serapião livro de venda do Evangelho de praticar o que foi escrito neste livro, os apophthegms dos Padres do Deserto nos aparecem como meras paráfrases do Evangelho, diferentes formas de expressar uma linguagem não-verbal que a Escritura promete ser a vontade do Senhor. E, note bem, a Palavra de Deus é “luz para o caminho” não só a ascese pessoal, mas também, e mais em relações fraternas, ao acolher o outro em serviço com a irmão também autorizou qualquer norma que seja, qualquer regra mais “sagrado” tudo mesma tradição antiga, é pesado e sujeito ao comando do Evangelho: o jejum pode ser quebrado para acomodar uma série, ouvindo o irmão em angústia pode tomar o lugar da recitação dos salmos, o resultado do trabalho diário deve ser compartilhado com os necessitados, a misericórdia para com o pecador deve prevalecer sobre a justiça estabelecido por lei.

Numa altura em que a maioria das pessoas e, portanto, também dos monges, era analfabeta, em uma cultura onde a tradição oral era o veículo usual para a transmissão do conhecimento, numa economia onde os livros eram muito raro e extremamente valioso ele foi convidado novatos que abordaram a vida monástica eles sabem de cor “pelo menos” o Evangelho e os Salmos, de modo a nutrir a sua vida espiritual diária. Além disso, o discípulo que começou a escola de “Abba” recebeu uma “palavra”, que, na maioria dos casos, era um versículo do Evangelho, ou da Escritura, uma palavra que foi repetido indefinidamente até que ele fez a prática!

litcopte2Esta prática ainda é seguido hoje: os Salmos, os Evangelhos e os escritos de São Paulo são o pão de cada dia para os monges muitas vezes bem educados em várias disciplinas, é sempre Escritura que é a palavra decisiva na vida monástica. É surpreendente, por vezes, ao ouvir um diálogo entre dois monges, para ouvir o uso freqüente de frases bíblicas, para Padres apophthegms que se referem ao evangelho, na verdade, “a boca fala da abundância do coração “Escritura e ouviu, leu, meditou e rezou se torna tesouro inesgotável de onde tirar” as coisas antigas e coisas novas “.A constante repetição silenciosa de um versículo da Bíblia, a oração comum na igreja – em que cada monge recebe repetidamente para quem está no comando e que ele passa, as palavras iniciais de um Salmo para que recita-lo inteiramente pelo coração, e para que todos possam cumprir o mandato e recitar todo o Saltério em um dia – o uso habitual das palavras das Escrituras para expressar sentimentos e emoções do coração refletir hoje Hoje mais uma vez que a “centralidade da Palavra” na vida cristã não depende do conhecimento teórico, a profundidade dos estudos exegéticos, o conhecimento de línguas em que foram escritos do Antigo e Novo Testamento, mas sim a capacidade da Palavra de penetrar no coração do ouvinte e que a resposta a pessoa como um todo – corpo, mente e espírito – dá esse discurso através da sua própria maneira de pensar, para falar e agir na história de hoje.

Eu gostaria de focar em particular sobre certas passagens bíblicas voltar todos os dias na oração monástica comum, durante o culto da manhã. Acima de tudo, a Canção do Mar (Ex 15), essa música cantada pela irmã Miriam, Moisés, logo após cruzar o Mar Vermelho e da libertação da escravidão no Egito e no exército de Faraó. Pode surpreender que os cristãos egípcios cantar tons em um hino de júbilo quando damos graças a Deus por ter derrotado o Egito, para jogar o cavalo-marinho e cavaleiro! Mas este valor é indicativo da capacidade de leitura espiritual da Escritura: os oponentes derrotados não são os egípcios como um povo – no sentido de “ancestrais” de quem cantar essa música hoje -, mas o contrário às forças Deus que mantêm fiéis à escravidão, que os impedem de adorar o Senhor, que impedem o caminho para a libertação. Realmente, alegria pela nova liberdade dos filhos de Deus não têm medo de assumir a linguagem e as expressões das pessoas que derrotaram, pela mão prodigiosa de Deus, seus próprios antepassados: Hoje os cristãos egípcios cantar – como judeus e, como qualquer outro grupo étnico na terra – os seus louvores ao Senhor, que fez maravilhas e destruiu o exército no mar do Egito!

Ainda mais significativo para a vida espiritual do monge são três passagens do Evangelho que são proclamados todas as manhãs durante a oração: a passagem das virgens loucas e as virgens prudentes (Mateus 25: 1-13), o episódio da mulher pecador que muito tem sido perdoados porque ela muito amou (Lc 7, 36-50) eo convite para a vigilância na expectativa do Senhor (Lc 12, 35-40). A aplicação para a vida monástica – ou melhor, a vida cristã de forma dramática – as duas primeiras passagens parece razoavelmente bem estabelecida: o convite à vigilância, para não perder o óleo da caridade durante a espera o fato de saber acordado e estar pronto assim que ouvir a voz que anuncia o noivo é um topos, uma exortação recorrente na espiritualidade monástica e da catequese. Da mesma forma, a figura do pecador que pede silêncio e obtém o perdão de Jesus através do arrependimento e gestos de atenção ao corpo do Senhor – os pés do passageiro com lágrimas lavada, seca com o cabelo, beijou e revestido perfume – é a imagem icônica de cada crente, pecador perdoado e chamado a amar intensamente sob o amor dado e recebido. Mas a leitura espiritual da segunda passagem Lucan é ainda mais prevalente, especialmente o verso 37: “Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor encontra acordados quando! Em verdade vos digo que, se cingirá, e torná-los em cima da mesa e de um para outro, e servi-los. “Na interpretação monástica, a ênfase não é tanto colocado na vigilância dos funcionários – a passagem das dez virgens já pediu – mas a atitude desconcertante do Senhor em seu retorno: ele, o chefe, mestre se vestirá para servir discípulos vigilantes! A atitude de serviço ao extremo de que o Senhor Jesus viveu na sua carne humana resumidos no episódio da lavagem dos pés, como diz o evangelista João, em vez de compartilhar o pão eo vinho da Última Ceia – ser que, quando o Senhor virá novamente em glória: até mesmo o glorioso Senhor vai estar a serviço do homem!

Que educação autoridade mais responsável e mais eficaz poderíamos receber para a nossa vida diária, o que mais concreta e atual “encarnação” da Palavra podemos encontrar nossas vidas viveu ao lado do outro, ouvindo, em casa e no serviço recíproco?Realmente, o monaquismo copta força nos lembra que a palavra de Deus é e continua a ser uma “lâmpada para os nossos passos” para cada momento de nossa existência, até ao dom total de nossas vidas para o grande e glorioso dia do retorno de Senhor retornar em glória, certamente, mas um que carrega a glória indelevelmente marcado com o selo do serviço e do amor.

Fonte:http://www.aimintl.org/index.php?option=com_content&view=article&id=888&Itemid=100159&lang=pt





Desmascarar as tentações do tentador.

18 02 2013

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17.02.2013 – Cidade do Vaticano:

A Quaresma nos ensina que a fé em Deus é “o critério-base” da vida da Igreja. Foi o que afirmou o Santo Padre no Angelus deste domingo, da janela de seus aposentos que dá para a Praça São Pedro, o primeiro após o anúncio da sua renúncia ao ministério petrino.
Falando aos milhares de fiéis e peregrinos que o saudaram com afeto e comoção, Bento XVI ressaltou que, se estivermos unidos a Cristo, não devemos ter medo de combater o mal. Muitas faixas e cartazes levados pelos fiéis e peregrinos para a Praça São Pedro atestavam proximidade e gratidão ao Pontífice. Na saudação aos presentes Bento XVI agradeceu aos que estão rezando por ele, pela Igreja e pelo próximo Papa.
A Quaresma, iniciada com o Rito das Cinzas, é “tempo de conversão e penitência” que deve reorientar-nos “decididamente a Deus, renegando o orgulho e o egoísmo para viver no amor”. O Santo Padre iniciou assim a sua meditação sobre o Evangelho dominical que narra as tentações de Jesus no deserto. E ressaltou que a Igreja, mãe e mestra, “convida todos os seus membros a se renovarem no espírito”.
“Neste Ano da Fé a Quaresma é um tempo favorável para redescobrir a fé em Deus como critério-base da nossa vida e da vida da Igreja. Isso comporta sempre uma luta, um combate espiritual, porque o espírito do mal naturalmente se opõe à nossa santificação e busca fazer-nos desviar do caminho de Deus.”
Em seguida, Bento XVI observou que Jesus é conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo no momento de “iniciar o seu ministério público”. Portanto, não um momento casual:
“Jesus teve que desmascarar e repelir as falsas imagens de Messias que o tentador lhe propunha. Mas essas tentações são também falsas imagens do homem, que em todos os tempos insidiam a consciência, travestindo-se de propostas convenientes e eficazes, até mesmo boas.”
Os evangelistas Mateus e Lucas, observou, apresentam as tentações diversificando-as por ordem, mas a sua natureza não muda:
“O núcleo central delas consiste sempre no instrumentalizar Deus em função dos próprios interesses, dando mais importância ao sucesso ou aos bens materiais. O tentador é astuto: não impele diretamente em direção ao mal, mas em direção a um falso bem, fazendo crer que as verdadeiras realidades são o poder e aquilo que satisfaz as necessidades primárias.”
“Desse modo – acrescentou – Deus torna-se secundário, se reduz a um meio, definitivamente, torna-se irreal, não conta mais, desvanece”:
“Nos momentos decisivos da vida, mas, olhando bem, em todos os momentos, encontramo-nos diante de uma bifurcação: queremos seguir o eu ou Deus? O interesseindividual ou o verdadeiro Bem, aquilo que realmente é bem?”
As tentações, prosseguiu, fazem parte da “descida” de Jesus à nossa condição humana, “ao abismo do pecado e das suas conseqüências”. Uma descida que Jesus fez até os “infernos do extremo distanciamento de Deus”. Desse modo, afirmou, Jesus é, portanto, “a mão que Deus estendeu ao homem, à ovelha perdida para reconduzi-la a salvo”:
“Portanto, também nós não temos medo de enfrentar o combate contra o espírito do mal: o importante é que o façamos com Ele, com Cristo, o Vencedor. E para estar com Ele dirigimo-nos à Mãe, Maria: invoquemos Nossa Senhora com confiança filial no momento da provação, e ela nos fará sentir a potente presença de seu Filho divino, para repelir as tentações com a Palavra de Cristo, e assim recolocar Deus no centro da nossa vida.”

 

O Santo Padre concedeu, a todos, a sua Bênção apostólica.

 

Fonte: Rádio Vaticano.








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