Nascimento e a Juventude de Antão

6 04 2015

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Antão foi egípcio de nascimento. Seus pais eram de boa linhagem e abastados. Como eram cristãos, também o menino cresceu como cristão. Quando menino viveu com seus pais, só conhecendo sua família e sua casa; quando cresceu e se fez moço e avançou em idade, não quis ir à escola [7], desejando evitar a companhia de outros meninos; seu único desejo era, como diz a Escritura acerca de Jacó (Gn 25,27), levar uma simples vida no lar. Supõe-se que ia à igreja com seus pais, e aí não demonstrava o desinteresse de um menino nem o desprezo dos jovens por tais coisas. Ao contrário, obedecendo aos pais, prestava atenção às leituras e guardava cuidadosamente no coração o proveito que delas extraía. Além disso, sem abusar das fáceis condições em que vivia como criança, nunca importunou seus pais pedindo manjares caros ou finos, nem tinha prazer algum em coisas semelhantes. Ficava satisfeito com o que se lhe punha adiante e não pedia mais [8].

2.3 – A VOCAÇÃO DE ANTÃO E SEUS PRIMEIROS PASSOS NA VIDA ASCÉTICA

Depois da morte de seus pais ficou só com sua única irmã, muito mais jovem. Tinha então uns dezoito a vinte anos, e tomou cuidado da casa e de sua irmã. Menos de seis meses depois da morte de seus pais, ia, como de costume, a caminho da igreja. Enquanto caminhava, ia meditando e refletia como os apóstolos deixaram tudo, e seguiram o Salvador (Mt 4,20;19,27); como, segundo se refere nos Atos (4,35-37), os fiéis vendiam o que tinham e o punham aos pés dos Apóstolos para distribuição entre os necessitados, e quão grande é a esperança prometida nos céus para os que assim fazem (Ef 1,18; Col 1,5). Pensando estas coisas, entrou na igreja. Aconteceu que nesse momento se estava lendo o evangelho, e ouviu a passagem em que o Senhor disse ao jovem rico: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres, depois vem, segue-me e terás um tesouro no céu ” (Mt 19,21). Como se Deus lhe houvera proposto a lembrança dos santos, e como se a leitura houvesse sido dirigida especialmente a ele [9], Antão saiu imediatamente da igreja e deu a propriedade que tinha de seus antepassados: trezentas “aruras” [10], terra muito fértil e formosa. Não quis que nem ele nem sua irmã tivessem algo que ver com ela. Vendeu tudo o mais, os bens móveis que possuía, e entregou aos pobres a considerável soma recebida, deixando só um pouco para sua irmã [11].

3. De novo, porém, entrando na igreja, ouviu aquela palavra do Senhor no evangelho: “Não se preocupem do amanhã” (Mt 6,34). Não pôde suportar maior espera, mas foi e distribuiu aos pobres também este pouco [12]. Colocou sua irmã entre virgens conhecidas e de confiança, entregando-a para que a educassem [13]. Então ele dedicou todo seu tempo à vida ascética, atento a si mesmo e vivendo de renúncia a si mesmo, perto de sua própria casa. Ainda não existiam tantas celas monásticas no Egito, e nenhum monge conhecia sequer o longínquo deserto. Todo o que desejava enfrentar-se consigo mesmo, servindo a Cristo, praticava sozinho a vida ascética, não longe de sua aldeia. Naquele tempo havia na aldeia vizinha um ancião que desde sua juventude levava na solidão a vida ascética. Quando Antão o viu, “teve zelo pelo bem” (Gl 4,18), e se estabeleceu imediatamente na vizinhança da cidade. Desde então, quando ouvia que em alguma parte havia uma alma esforçada, ia, como sábia abelha, buscá-la e não voltava sem havê-la visto; só depois de haver recebido, por assim dizer, provisões para sua jornada de virtude, regressava. Aí, pois, passou o tempo de sua iniciação, se afirmou sua determinação de não voltar à casa de seus pais nem de pensar em seus parentes, mas a dedicar todas as suas inclinações e energias à prática contínua da via ascética. Fazia trabalho manual pois tinha ouvido que “o que não quer trabalhar não tem direito de comer” (2 Ts 3,10). Do que recebia guardava algo para sua manutenção e o resto dava-o aos pobres. Orava constantemente [14], tendo aprendido que devemos orar em privado (Mt 6,6) sem cessar (Lc 18,1; 21,36; 1 Ts 5,17). Além disso, estava tão atento à leitura da Sagrada Escritura, que nada se lhe escapava: retinha tudo [15], e assim sua memória lhe servia de livros.

4. Assim vivia Antão e era amado por todos.Por seu lado, submetia-se com toda sinceridade aos homens piedosos que visitava, e se esforçava por aprender aquilo em que cada um o avantajava em zelo e prática ascética. Observava a bondade de um, a seriedade de outro na oração; estudava a aprazível quietude de um e a afabilidade de outro; fixava sua atenção nas vigílias observadas por um e nos estudo de outro; admirava um por sua paciência, a outro por jejuar e dormir no chão, considerava atentamente a humildade de um e a paciente abstinência de outro; e em uns e outros notava especialmente a devoção a Cristo e o amor que mutuamente se tinham [16]. Havendo-se assim saciado, voltava a seu lugar de vida ascética. Então se apropriava do que havia obtido de cada um e dedicava todas as suas energias a realizar em si as virtudes de todos (17). Não tinha disputas com ninguém de sua idade, nem tampouco queria ser inferior a eles no melhor; e ainda isto fazia-o de tal modo que ninguém se sentia ofendido, mas todos se alegravam com ele. E assim todos os aldeões e os monges com os quais estava unido viram que classe de homem era ele e o chamavam “o amigo de Deus” (18), amando-o como filho ou irmão.  Continue lendo »

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Crença e Prática da Igreja Primitiva

18 09 2013

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Entre as proposições modernistas condenadas por Pio X no decreto “Lamentabili sane” (3 de Julho, 1907) são os seguintes:

“Na Igreja primitiva não havia o conceito da reconciliação do cristão pecador pela autoridade da Igreja, mas a Igreja por graus muito lentos apenas se acostumara a esse conceito. Além disso, mesmo depois de penitência passou a ser reconhecida como uma instituição da Igreja, que não foi chamado pelo nome de sacramento, porque era considerado um sacramento odioso. ” (46) “O Senhor palavras:” Recebei o Espírito Santo, cujos pecados você deve perdoar, são-lhes perdoados, e cujos pecados você deve manter são retidos “(João xx, 22-23), em nada se referem a o sacramento da Penitência, o que os Padres de Trento pode ter tido o prazer de afirmar. ” (47)

De acordo com o Concílio de Trento, o consenso de todos os Padres sempre entendeu que pelas palavras de Cristo apenas citadas, o poder de perdoar e reter pecados foi comunicado aos Apóstolos e seus sucessores legais (Sec. XIV, c. I). É, portanto, a doutrina católica que a Igreja desde os primeiros tempos acreditou no poder de perdoar pecados, concedida por Cristo aos Apóstolos. Tal crença na verdade foi claramente inculcada nas palavras com que Cristo concedeu o poder, e que teria sido inexplicável para os primeiros cristãos se qualquer um que professavam a fé em Cristo tinha questionado a existência desse poder na Igreja. Mas se, ao contrário, supomos que nenhuma crença existia desde o início, nos deparamos com uma dificuldade ainda maior: a primeira menção de que o poder teria sido considerado como uma inovação tanto desnecessária e intolerável, que teria demonstrado pouco sabedoria prática na parte daqueles que estavam se esforçando para atrair os homens a Cristo, e ele teria levantado um protesto ou levou a um cisma que certamente teria ido no registro tão claramente, pelo menos como fez divisões iniciais sobre questões de menor importância. Mas tal registro é encontrado, mesmo aqueles que procuraram limitar o próprio poder pressuposto de sua existência, e sua própria tentativa de limitação colocá-los em oposição à crença predominante católico.

Voltando agora à evidência de um tipo positivo, temos de constatar que as declarações de qualquer padre ou escritor eclesiástico ortodoxo sobre penitência não apenas apresentar seu ponto de vista pessoal, mas a crença comumente aceita, e, além disso, que a crença de que recorde não era novidade na época, mas foi a doutrina tradicional proferida pelo ensino regular da Igreja e incorporada em sua prática. Em outras palavras, cada testemunha fala de um passado que remonta ao início, mesmo quando ele não expressamente apelo à tradição.

Santo Agostinho († 430) adverte os fiéis: “Não vamos ouvir aqueles que negam que a Igreja de Deus tem o poder de perdoar todos os pecados” (De agon Cristo, iii..).

Santo Ambrósio († 397) repreende os Novatianists que “professavam a mostrar reverência ao Senhor, reservando somente a Ele o poder de perdoar os pecados. Maior erro não pode ser feito do que o que eles fazem na busca de rescindir os seus mandamentos e arremessar de volta Ele concedeu o perdão …. A Igreja obedece em ambos os aspectos, pelo pecado de ligação e por perder isso, porque o Senhor quis que para tanto o poder deve ser igual “(De poenit, I, II, 6.).

Novamente ele ensina que este poder era para ser uma função do sacerdócio. “Parecia impossível que os pecados sejam perdoados pela penitência; Cristo concedeu esta (alimentação) para os Apóstolos e dos Apóstolos foi transmitido ao escritório de sacerdotes” (op. cit, II, II, 12.).

O poder de perdoar estende a todos os pecados: “Deus não faz distinção, Ele prometeu misericórdia a todos e aos seus sacerdotes Ele concedeu a autoridade para perdoar sem qualquer exceção” (op. cit, I, III, 10.).

Contra o mesmo hereges St. Paciano, Bispo de Barcelona (m. 390), escreveu a Sympronianus, um de seus líderes: “Este (perdão dos pecados), você diz, só Deus pode fazer bem verdade:., Mas o que Ele faz através de Sua sacerdotes é a realização de seu próprio poder “(Ep. I anúncio Sympron, 6 no PL, XIII, 1057).

No Oriente durante o mesmo período, temos o testemunho de São Cirilo de Alexandria (m. 447): “Os homens cheios do Espírito de Deus (isto é, sacerdotes) perdoar os pecados em duas maneiras, por admitir ao batismo aqueles que são dignos ou em perdoar os filhos arrependidos da Igreja “(Em Joan., 1, 12, em PG, LXXIV, 722).

São João Crisóstomo († 407), depois de declarar que nem os anjos, nem arcanjos ter recebido tal poder, e depois de mostrar que os governantes terrenos podem ligar apenas os corpos dos homens, declara que o poder do sacerdote de perdoar os pecados “penetra a alma e atinge para o céu “. Portanto, ele conclui, “se fosse loucura manifesta para condenar tão grande poder de um, sem a qual não podemos nem obter céu nem vir para o cumprimento das promessas …. Não só quando eles (os sacerdotes) nos regenerar (batismo), mas também depois de nosso novo nascimento, eles podem nos perdoar os pecados “(De sacra., III, 5 quadrados).

Santo Atanásio (m. 373): “Como o homem a quem o batiza sacerdote é iluminado pela graça do Espírito Santo, o mesmo acontece com aquele que em penitência confessa seus pecados, receber através do perdão padre em virtude da graça de Cristo” (Frag. contra Novat., em PG, XXVI, 1315).

Publicação informações escritas por Edward J. Hanna. Transcrito por Donald J. Boon. A Enciclopédia Católica, Volume XI. Publicado em 1911. New York: Robert Appleton Companhia. Nihil obstat, 1 de fevereiro de 1911. Remy Lafort, STD, Censor. Imprimatur. + Cardeal John Farley, Arcebispo de Nova York





Apoftegmas do Abade Amonas

30 05 2013
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Eremita Camaldolense

Um irmão pediu ao Abade Amonas : «Dize-me uma palavra». Respondeu o ancião: «Vai, e nutre em teu espírito os pensamentos que os malfeitores no cárcere revolvem. Perguntam sempre aos homens onde está o Diretor do Presídio, quando há de vir, e choram por causa da espera. Assim também o monge em todo tempo deve estar preocupado, e arguir a sua alma, dizendo: Ai de mim ! Como posso apresentar-me ao tribunal de Cristo? E como me poderei defender em presença dele ?’ Se com tais pensamentos estiver sempre ocupado o teu espírito, poderás ser salvo».

2. Diziam do Abade Amonas que chegara a matar um basilisco1. De fato, tendo ido ao deserto a fim de haurir água do lago, viu o basilisco e caiu sobre a face, dizendo: «Senhor, morra ou eu ou este !» E logo o basilisco, pelo poder de Cristo, se fez em pedaços.

3. Disse o Abade Amonas : «Passei na Cétia quatorze anos, pedindo a Deus, dia e noite, que me concedesse vencer a ira».

4. Um dos Padres contou que nas Célias2 havia um ancião esforçado, o qual costumava carregar uma esteira. Foi ter uma vez com o Abade Amonas. Este, quando o viu carregando a esteira, disse-lhe: «Isto de nada te serve». Falou-lhe então o ancião: «Três sugestões me atormentam: vagar pelodeserto, retirar-me para uma terra estrangeira onde ninguém me conheça, encerrar-me numa cela sem avistar ninguém, comendo de dois em dois dias». Respondeu-lhe o Abade Amonas: «Nenhuma destas três coisas te é oportuna; antes, senta-te em tua cela, come um pouco diariamente, e conserva a palavra do publicano em teu coração3. Assim poderás ser salvo».

5. Aos irmãos sobreveio uma tribulação no lugar em que moravam. Querendo abandoná-lo, foram ter com o Abade Amonas. Ora este descia o rio em barco; vendo-os caminhar à margem do rio, disse aos barqueiros: «Deixai-me descer à terra». E, tendo chamado os irmãos, disse-lhes: «Eu sou Amonas, que vós procurais». A seguir, consolou-lhes o coração e os fez voltar ao lugar donde haviam saído. Pois o que se dera não importava nenhum dano para a alma, mas era tribulação meramente humana.

6. Certa vez o Abade Amonas saiu para atravessar o rio; encontrou a embarcação preparada e sentou-se nela. Sobreveio outro barco ao dito lugar e tomou os passageiros que lá se achavam, para os fazer atravessar. Disseram-lhe: «Vem também tu, ó Abade; atravessa conosco». Este respondeu: «Não entro senão no barco público». Tinha consigo um feixe de palmas, e, sentado, pôs-se a tecer uma corda e desfazê-la, sucessivamente, durante todo o tempo que passou no barco. Assim finalmente atravessou. A seguir, os irmãos, prostrados, perguntaram-lhe: «Por que fizeste isto?» Respondeu-lhes o ancião: «Para que não esteja eu sempre a vaguear na medida em que se precipitam os meus pensamentos. Isto também é uma lição para que com estabilidade caminhemos na via do Senhor».

7. Certa vez o Abade Amonas saiu para ir ter com o Abade Antão. Errou, porém, o caminho, e, tendo-se sentado, dormiu um pouco. Ao se levantar do sono, orou a Deus, dizendo: «Rogo-te, Senhor meu Deus, não deixes perecer a tua criatura». Então apareceu-lhe como que a mão de um homemsuspensa do céu a lhe mostrar o caminho, e acompanhou-o até colocá-lo diante da gruta do Abade Antão.

8. A este Abade Amonas profetizou o Abade Antão, dizendo: «Hás de fazer progresso no temor de Deus». E, levando-o para fora da cela, mostrou-lhe uma pedra, e mandou-lhe: «Dize injúrias a esta pedra e bate-a». Ele assim fez. Perguntou-lhe o Abade Antão: «Por acaso a pedra falou? Respondeu: «Não». Acrescentou o Abade Antão : «Assim também tu hás de chegar a esta medida». De fato isto aconteceu: o Abade Amonas fez tantos progressos que, de tanta bondade, não mais conhecia a maldade.

Uma vez feito bispo, levaram-lhe uma virgem que havia concebido, e disseram-lhe: «Um tal sujeito foi causa disto; dá-lhes a devida punição». Amonas, então, traçando o sinal da cruz sobre o seio da virgem, mandou que se lhe dessem seis pares de lençóis, dizendo: «Não aconteça que, quando der àluz, morra ela ou a criança e não Se encontre com que sepultar». Replicaram-lhe os que a acusavam: «Porque assim procedeste? Dá-lhes uma punição». O mesmo respondeu: «Considerai, irmãos, que ela está perto da morte; que devo eu fazer?» E despediu-a, sem ousar condenar alguém.

9. Diziam a respeito dele que alguns o tinham ido procurar para serem julgados por ele. Ora o ancião fazia-se de louco. Eis então que uma mulher, chegando-se perto dele, disse: «Este ancião é louco». Ouviu-a o ancião, e interpelou-a nestes termos: «Quanto esforço fiz no deserto para possuir esta loucura; e eis q*ue por causa de ti estou para a perder hoje !»

10 . Uma vez o Abade Amonas foi, a fim de comer, a certo lugar onde morava alguém que tinha má fama. Ao saber disto, os habitantes do lugar se perturbaram e reuniram-se a fim de expulsar a este da cela. E, informados de que o bispo Amonas se achava na região, foram pedir-lhe que os acompanhasse. Quando o irmão teve conhecimento destas coisas, tomou a mulher e escondeu-a num grande tonel. Chegando a multidão à cela, o Abade Amonas teve a intuição do que acontecera, e, por causa de Deus, quis encobri-lo. Entrou; sentou-se sobre o tonel, e mandou revistar a cela. Tendo eles, por conseguinte, procurado a mulher sem a encontrar, disse o Abade Amonas: «Que significa isto? Deus vos há de perdoar». Então fezoração, e mandou que todos se fossem. A seguir, tomou a mão do irmão, e falou-lhe: «Cuidado contigo, irmão». Dito isto, retirou-se também ele.

11. Perguntaram ao Abade Amonas qual seria a «via estreita e atribulada» (Cf Mt 7,14). Ao que respondeu: «A via estreita e atribulada é esta: Fazer violência aos seus pensamentos, e, por causa de Deus, cortar a vontade própria. É assim que se realiza o dito: «Eis que deixamos tudo, e seguimos a ti» (Mt 19, 27).





A vida no Coração da Igreja e do Mundo

8 04 2013
Tabernáculo da Cartuxa de N.S.Medianeira - Ivorá RS

Tabernáculo da Cartuxa de N.S.Medianeira – Ivorá RS

Solidariedade  

“Abraçar a vida oculta, não deserto da família humana … aderindo verdadeiramente a Deus,  em nós mesmos, mas abre a nossa mente e coração se expande de modo a abarcar todo o universo e do mistério salvífico de Cristo. Separado de tudo, estamos unidos com todos, para ficar em nome de toda a presença do Deus vivo. ”

Tudo na vida é sobre a união solitária contemplativa, unidade e comunhão. Ele não escolheu a solidão para si mesmo, mas porque vê-se uma excelente maneira de alcançar uma maior unidade com Deus e com todos os homens: Deus e os filhos de Deus

O Monge é deixado de ser penetrado por Deus, que se revelou em Jesus Cristo e que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. Este amor para toda a humanidade atinge o centro de sua vida, no fundo de sua alma, onde cada um é por si só diante de Deus, na verdade é só entrar no fundo de seu coração que o cartuxo só, em Cristo, é  para cada homem, e especialmente para os pequenos e os humildes, os pobres e os necessitados. “Mesmo assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente somos membros uns dos outros …. assim, se um membro sofre, todos sofrem juntos, e se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. ”

Adoração e louvor  

“As instituições são inteiramente dedicadas à contemplação, para que seus membros lidem apenas com Deus, na solidão e no silêncio, na oração constante e penitência alegre, apesar da necessidade urgente para o ministério ativo, sempre terá um lugar de destaque no Corpo Místico de Cristo , em que “todos os membros têm a mesma função. ‘”

Contemplativos estão no coração da Igreja, que desempenham uma função essencial na comunidade eclesial: a glorificação de se Deus retira os cartuxos para o deserto, principalmente para adorar a Deus, ao louvor, a admirar, a ser seduzida por ele, para dar-se a ele, e isso em nome de todos os homens. Sua vocação é cantar louvor na Igreja de hoje, esperando por ele com todos os eleitos na presença de Deus na eternidade.

Em sua admiração ele nunca deixa de amar, e Seu amor nunca deixa de admirar, portanto, que por seu amor admiração arde a chama que nada apagará, e na admiração do seu amor é cheio de um fervor doce e forte.

Intercessão  

“Porque somos membros uns dos outros, concorda que na oração que carregamos o fardo dos homens, nossos irmãos.”

A Igreja sempre reconheceu que os monges dedicados a mera contemplação desempenham um papel valioso de intercessão. Todos os dias, em cada escritório e na celebração litúrgica da Eucaristia eles estão orando por todos os vivos e os mortos. Através de Cristo, “que está à mão direita de Deus, vivendo para sempre para interceder em favor dos homens”, eles trazem diante de Deus as expectativas e os problemas do mundo, junto com sérias intenções e preocupações de toda a Igreja.

Virando-se para os monges cartuxos desta Papa João Paulo II confiou a eles novamente este ministério da oração: “vocês destes mosteiro são chamados a ser as lâmpadas que iluminam o mundo saberão sempre ajudar àqueles que precisam de suas orações e sua paz de espírito. Apesar da condição feliz de escolher a irmã de Marta, Maria, a “parte melhor não lhe será tirado”, vocês estarão localizados fora das situações dos irmãos que batem no seu local de solidão. Eles trazem para você os seus problemas, as suas angústias, dificuldades que acompanham esta vida: vocês respeitando as necessidades de sua vida contemplativa  dar-lhes a alegria de Deus, garantindo que vocês irão orar por eles, vocês irão oferecer seu ascetismo, porque eles também aproveitam a força e coragem para a fonte da vida que é Cristo. Eles oferecem-lhe a preocupação da humanidade, você deixá-los descobrir que Deus é a fonte da verdadeira paz. ”

Testemunho  

“Ao dar-se a Deus, exercer uma função na Igreja … Consagrando-nos com a nossa profissão só a Ele que é, damos testemunho ao mundo, também envolvido nas coisas terrenas, que não há outro Deus além dele. ”

Os homens de hoje sentem, mais ou menos conscientemente, em seus corações o desejo do absoluto, e de alguma forma eles precisam do exemplo de contemplativos. Para trazer o testemunho solitário é algo que não pode ser conseguido com palavras ou com um contato pessoal. O mesmo João Paulo II recordou a Cartuxa: “o importante não é o que vocês fazem, mas sim o que vocês são.” Na verdade, com seu único existir, o monge testifica que Deus está presente e que está acima de todas as coisas, pois “todas as coisas são dEle, por Ele e para Ele”.

São Bruno estava convencido de que sua oração contemplativa foi o melhor serviço que poderia prestar à Igreja e ao mundo, o Papa Urbano II  aprovou-a de sair da solidão, depois de o ter ao seu lado.Guigo de sua parte, disse que se o cartuxos fossem  impedidos de exercer as sua funções, outros tomam o seu lugar. No nosso tempo, em que você é talvez demasiado facilmente abandona a ação, a vida do eremita é, às vezes mal compreendida ou subestimada, como o Concílio Vaticano II reconhece que a vida religiosa contemplativa oferta “a Deus um sacrifício de louvor e de abundantes frutos de santidade são de honra e um exemplo para o povo de Deus, que dão origem a uma misteriosa fecundidade apostólica “.
Fonte:http://www.certosini.info/





A vida fraterna na Cartuxa

2 04 2013
Monges Cartuxos

Monges Cartuxos

Irmãos em Cristo

O objetivo de toda a vida monástica é a perfeição do amor de Deus Mas Cristo nos ensinou que não se pode separar do amor de Deus eo amor ao próximo, a um e outro vai aprofundar juntos. Toda a vida cristã e, portanto, também a vida do cartuxo, resultado em uma dimensão fraterna. Na Última Ceia, Jesus disse: “Eu vos dou um novo mandamento: o amor um do outro. Assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por isso todos saberão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros “.

O apóstolo São João, dirigindo-se as primeiras comunidades cristãs, ecoando as palavras de seu mestre: “Aqui é o mandamento que temos dele: quem ama a Deus ame também a seu irmão … Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus que ama é nascido de Deus e conhece a Deus que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor ….. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós eo seu amor em nós é perfeito …. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele “.

Como já mencionado, a Cartuxa formar uma família, eles são solitários, que vivem como irmãos reunidos em torno de Cristo presente entre eles. Solidão e vida em comunidade são equilibradas entre si: uma solidão que não é o isolamento ou a retirada em si mesmo, mas o desejo de Deus e da comunhão dos santos, uma vida comunitária que não é nem frouxo, nem buscando afetiva compensação, mas as necessidades de investigação ” amar, se você precisa para atravessar.

Na vida concreta do cartuxo há oportunidades de praticar a caridade fraterna, a partir de um simples sorriso, quando eles acontecem para atender um irmão com quem você não é capaz de quebrar o silêncio, até que outras vezes em que a caridade pode ser mais difícil, porque o verdadeiro amor muitas vezes exige a renúncia de si mesmo: “Se não estamos de acordo com o outro, saibamos ouvir e tentar entender o seu modo de ver …. certamente concordo de uma forma muito especial para nós, que morar na casa do Senhor, para testemunhar o amor que vem de Deus, recebendo irmãos amantes com quem compartilhamos nossas vidas e que se esforça para entender o coração ea mente de temperamentos e caracteres, embora diferente nosso “.

Dentro de uma solidão verdadeira admiração sabe a alegria de estar unidos aos irmãos com laços de afeto mútuo, para que você possa cantar com o salmista: “Quão bom e suave é que os irmãos vivam em união.”

Fonte:http://www.certosini.info





As Paixões desse Mundo

8 02 2013

Monge Cartuxo

Dizia um ancião: «Os santos que possuem Deus recebem, como recompensa pela sua impassibilidade, quer as coisas daqui de baixo quer as futuras, pois ambas são de Cristo, e aqueles que possuem a Cristo possuem também seus bens. Aquele que tem o mundo, isto é, as paixões, mesmo se possui o mundo não tem nada a não ser as paixões que o domina.»(Padres do Deserto)








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