Liturgia Monástica

27 02 2015

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“Minha Casa é Casa de oração”

Isso é o Mosteiro. Um tabernáculo no deserto, onde a nuvem luminosa da presença de Deus desce de uma maneira quase visível. Lugar de experiência de Deus.

Na Liturgia, celebramos toda a Historia da Salvação. Celebração que é memorial, isto é, atualização real.

Cristo, ao descer à terra, trouxe para este exílio o cântico que se canta na Jerusalém Celeste. Monges e monjas procuram manter vivo este canto na vida de cada dia – esta belíssima tradição que vivemos.

Um elemento importante em nossa vida é a oração cantada. Existe um louvor no próprio gesto de cantar. O texto cantado sempre fala em primeiro lugar para a emoção – segredo da oração; uma emoção equilibrada e séria. O canto nos ajuda a não ser só cabeça, mas também coração.

Há momentos fortíssimos em nossa Liturgia, como na vida de Cristo e na vida de todos aqueles que atuaram na Historia da Salvação, na Antiga e na Nova Aliança. Viver no Mosteiro é experimentar tudo isso intensamente; mas este ideal sublime é vivido em vasos de barro. E a gente se esquece muitas vezes, não toma consciência do que faz Deus em nós.

Há os dias mais importantes do Ano Litúrgico:

Os Mistérios de Cristo – A Páscoa é o cume
e o Mistério da Encarnação – o Natal.

Além de Pentecostes e as outras festas, temos o mistério na vida de Maria e dos Santos. Tudo isso é celebrado na Eucaristia de cada dia. É o Pão Vivo que desce do céu para nos dar vida nova.

O horário do Mosteiro gira em torno desta celebração central, com o canto da Liturgia das Horas Monásticas.

As VIGÍLIAS são rezadas ainda no escuro. É uma oração mais meditativa, com leituras da Sagrada Escritura, dos Padres da Igreja, outros santos ou autores eclesiásticos.

As LAUDES ao romper da aurora a Ressurreição do Cristo.
A Hora de TERÇA lembra a descida do Espírito Santo.
A Hora de SEXTA na cruz Jesus exclamou: Tenho sede
A Hora de NOA sua morte
As VÉSPERAS, celebradas ao cair da tarde, louvam o Senhor pelo dia que finda.
As COMPLETAS – Última oração coral do dia, é encerrada com um canto a Maria Santíssima.

Nestas Horas cantamos os salmos que são para nós o Pão deserto. Eles vão penetrando pouco a pouco em nós e nos alimentam na caminhada. Todo ambiente do Mosteiro nos leva à oração; guardamos o silêncio, em geral, para estarmos atentas ao Espírito que fala em nós. Temos a lectio divina (leitura orante da Palavra de Deus). A oração silenciosa já na lectio divina e depois é o diálogo constante com Deus. “Sempre é útil e necessário que haja pessoas pobres e fortes – com grande capacidade de pressentir na noite a proximidade da aurora, porque vivem abertos à comunicação da Luz – que transmitam aos seus irmãos a certeza da presença do Senhor e da Sua vinda.” é muito viva no Mosteiro a oração de intercessão.

Fonte: http://www.cimbramonastica.org.br/cimbra/index.php/vida-monastica/liturgia

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2 responses

1 03 2015
gracasdios

Esta busca incessante pelo Divino, pela união com Deus, através da Liturgia, da Lectio, do silêncio interior, que marca nossa alma de mais….mais Senhor, mais Amor, mais doação, mais entrega, para que Tu sejas o Tudo dntro destes vasos de barro, que clamam por serem moldados por Ti!

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1 03 2015
Tarcísio

Obrigado pela partilha. Belo comentário. Uma abençoada semana! PAX+

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