Conclusão sobre a essência da Humildade

9 04 2013

São Soluane

São Soluane


O Bispo Alexander conclui seu pensamento sobre a humildade com esse belo texto:
Esta foi uma breve demonstração do estado humilde da mente e da alma como descrito nos escritos dos Pais. Como pode ser visto, não tem nenhuma relação com a vulgaridade, nem pode ser confundida com a auto-humilhação. Uma pessoa humilde vê suas imperfeições e sempre se volta para a ajuda de Deus, reconhecendo-o como o seu Juiz e obedecendo-o em tudo, submete-se a Sua vontade e faz o melhor de si para abster-se do pecado. Estando sempre ocupado em melhorar, o humilde não nota os erros dos outros e está sempre pronto a perdoar. Ele aspira à perfeição, ficar próximo de Deus e seu mais importante objetivo é glorificá-Lo.

Ninguém está totalmente livre de ter uma opinião exagerada sobre si mesmo. A sede de reconhecimento, a intenção de atrasar o sucesso de alguém, o desejo de instruir e comandar são traços negativos que requerem correção, são passos direcionados à vaidade e ao orgulho, que fazem do homem desagradável para a sociedade e repulsivo aos olhos de Deus.

A disposição humilde é a mais saudável e natural. Quando alguém se aproxima de Deus direcionando a sua mente corretamente, ele sente o toque de Sua graça na oração e percebe perfeitamente sua pequenez e imperfeição. O orgulho é o resultado de uma noção exagerada de si mesmo e de suas habilidades, originado da cegueira espiritual, quando alguém se encerra em si mesmo e falha em perceber a Deus.

A fé cristã nos chama a sermos modestos e humildes, aceitando que tudo de bom em nós não é nosso e pertence a Deus. Realmente, tudo vem de Deus: nossa vida, o belo mundo ao nosso redor, nossa saúde e os vários talentos e vantagens que apreciamos. Pela nossa fé, para o perdão de nossos numerosos pecados, para a libertação de perigos desconhecidos, para bênçãos cheias de graça, para os caminhos imperceptíveis pelos quais a Sua providência nos leva ao Seu Reino, por tudo isso e muito mais, devemos sempre ser gratos ao nosso Pai Celestial, que nos dá toda a Sua bondade através de Seu único filho, que morreu na cruz por nós, pecadores. Se não impedirmos Deus de nos salvar, estaremos todos no Céu. É nossa teimosia e orgulho que nos destroem!

Portanto, a humildade é a pobreza preciosa que leva à escalada das virtudes, enriquecendo com dons espirituais e, finalmente, colocando o homem na entrada do Reino do Céu.

Vamos completar esse trabalho com um elogio à humildade do Ancião Siluano:

A alma de um homem humilde é como o mar: quando você joga uma pedra no mar, ele perturbará sua superfície por um momento e a jogará imediatamente para a sua profundidade.

Assim é o desgosto jogado no coração do humilde, porque o Senhor está com ele.

Onde habitas, alma humilde, e quem habita contigo e o que pode parecer-se contigo?

Tu és iluminado como o Sol, mas tu não queimas e tira seu calor para longe dos que estão perto de ti.

Tu és a terra da mansidão, de acordo com a palavra do Senhor.

Tu és como um jardim florescendo, com uma bela casa ao fundo, onde o Senhor gosta de estar.

O Céu e a terra te amam.

Os santos Apóstolos, os Profetas, os Hierarcas e os Ascetas te amam.

Os Anjos, os Serafins e os Querubins te amam.

A Mãe de Deus, a humilde, te ama.

O próprio Senhor te ama e alegra-se por causa de ti.
A pobreza

que enriquece

(Sobre a virtude da Humildade.
Escrito pelo Bispo Alexander (Mileant)
Traduzido pela Dra Rosita Diamantopoulos)

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