Intimidade de Amor em Virgindade de Espírito

24 02 2013

consolata

“A perfeição de Amor, e, consequentemente, de união com Jesus, não pode conseguir-se senão através de uma tríplice virgindade: – da mente, da língua e do coração. A esta tríplice virgindade se referia Jesus quando, a 19 de abril de 1936, dizia a Soror Consolata:

“Para rezares, sentes necessidade de silêncio à tua volta; e assim também, para estares unida a Mim é preciso que no teu interior haja profundo silêncio.”

“Leve ruído basta para perturbar a oração; semelhantemente um nada que te distraia, perturba a intimidade.”

“Em tudo e sempre, virgindade!”*

* Esta “virgindade” parece corresponder ao que ensina S. Tomás quando escreve: “do afeto do homem exclui-se não só o que é contrário ao amor, mas também tudo que seja ‘impedimento’ para o amor espiritual se dirigir totalmente a Deus”(II-II, 184,2).

“Esta virgindade, sempre segundo os divinos ensinamentos, concretiza-se num tríplice silêncio: silêncio de pensamentos (virgindade da mente), silêncio de palavras (virgindade da língua), silêncio de interesses ou preocupações terrenas e humanas (virgindade do coração). Como se vê, a vida de Amor, praticada em toda a sua perfeição, é coisa bem diferente de mero jogo de lindas palavras.”

….

“E, em primeiro lugar, virgindade da mente com o silêncio do pensamento: “Ama o Senhor teu Deus… com toda a tua mente (Mt 22,37). Não é um conselho para as almas Religiosas; é um Mandamento para todos os cristãos, o primeiro dos Mandamentos. Logo é para se cumprir. E Deus não manda o impossível:”

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Jesus diz a Soror Consolata, a 24 de março de 1934:

“Consolata, sabes que te amo tanto! Olha: o meu Coração é divino, sim, mas é também humano como o teu e por isso tenho sede to teu amor, sede de todos os teus pensamentos. Se pensas noutros, embora sejam pessoas santas, não pensas em Mim. Tenho zelos dos teus pensamentos, quero-os todos só para Mim.

“Ouve: Eu pensarei em tudo (quanto te diz respeito) ainda nas mínimas coisas, e tu pensas só em Mim; tenho sede do teu amor. Por isso, fora qualquer pensamento: seriam espinhos para a minha Cabeça.” (pgs. 64/65)

….

“Com a virgindade da mente pedia Jesus a Soror Consolata a virgindade da língua, sem a qual a primeira seria quase impossível. Toda a palavra inútil gera sempre no espírito um pouco de dissipação e esta não permite em primeiro lugar, a intimidade com Jesus. Todas as almas de vida interior amaram o silêncio. Assim Santa Terezinha, de quem escreve o Pe. Petitot: “Aplica-se a nunca trangredir a regra do silêncio. Deste silêncio – que foi e será sempre um dos estratos fundamentais da vida ascética – compreende Sta. Teresa do Menino Jesus tão perfeitamente toda a soberana eficácia, como poderia compreendê-la um Fundador de Ordem. Por isso professa ela pelo silêncio religioso estima tal capaz de nos deixar estupefatos. Consagra-lhe verdadeiro culto”. (pg 66)

“…. Eu vos digo que, no dia do juízo, os homens hão de dar contas de toda a palavra ociosa que hajam pronunciado (Mt 12,36).”

“Agora que todos os teus pensamentos são para Mim, dá-Me também todas as tuas palavras. Quero-as todas, quero um silêncio contínuo: quero-te toda minha.”

“Guarda sempre silêncio; sê avara até das palavras necessárias; dá em troca um sorriso a todas, e conserva sempre no teu rosto um ar sorridente.”

“Nota do autor: “Esta e as seguintes regras sobre o silêncio, não são para todas as almas, nem mesmo para as chamadas a seguir a Soror Consolata. Dela exigia Jesus tão rigoroso silêncio, além dos motivos expostos, e sobretudo porque queria elevá-la à máxima perfeição na continuidade e virgindade do amor. Por outro lado, é certo que, sem vigoroso e constante esforço por eliminar pensamentos e palavras inúteis, não é possível conseguir a verdadeira intimidade com Jesus.” (pg 67)

….

“A virgindade da mente e da língua é fomentada e integrada pela virgindade do coração. Esta, além de impor à alma religiosa o desapego efetivo e afetivo das coisas do mundo externo, exige o desapego de tudo o que constitui o “pequenino mundo interno”da casa religiosa – desapego que sobretudo corte em absoluto com o interessar-se por aquilo que não deve interessar-lhe, isto é, com a pecha de ocupar-se indevidamente dos assuntos e da vida dos outros.”

“Uma vez, durante uma novena, disse-me Jesus: Consolata, que é que te impede de amar-Me? – Os pensamentos inúteis e o ocupares-te da vida dos outros.”(pg 70)

….

“Que significa viver a Jesus intensamente? – Significa viver em tão íntima união com Ele, que a alma quase desapareça e se transforme nEle, se identifique com Ele, se deifique nEle. Que é o que São Paulo dizia de si mesmo: “Vivo, não já eu, mas Cristo vive em mim (Gál 2,20).” (pg 72)

“Deste modo fica a alma, com todas as potências e operações, como que divinizada. E quem poderá dizer as admiráveis ascensões que ela fará, dia a dia, na santificação própria? Por isso dizia Jesus a Soror Consolata (23 de junho de 1935): “Dize adeus para sempre a todo o pensamento, a toda a palavra. Deixa os mais todos fazerem o que quiserem. Tu permanece em Mim: darás muito fruto, porque serei Eu a agir.” (pg 73)

“Lembra-te e fixa-te bem nisto, tu que anseias produzir tanto fruto: Eu no Santo evangelho não disse que produzirás muito fruto, se fizeres mortificações extraordinárias, mas se permaneceres em Mim.”

“Por conseguinte, não te desvies do reto caminho, e põe todo o cuidado em estar bem unida à Cepa, não te separes de Jesus só! Nem sequer com um pensamento (Eu tomo tudo à minha conta), nem sequer com uma palavra não-pedida.”

“A alma que quer progredir na vida de amor deve ter presentes estes ensinamentos de Jesus acerca da virgindade do espírito, Porque, se é certo não serem para todas as almas os dons extraordinários – gratiae gratis datae – também é certo que é para todas as almas a perfeição da caridade na forma ordinária de desenvolvimento até à completa florescência e pujança: tal como a exige o primeiro e grande Mandamento da Lei.” (pg. 73)

“AMA-ME E SERÁS FELIZ, E QUANTO MAIS AMOR ME TIVERES, MAIS FELIZ SERÁS!” (Jesus, à Soror Consolata)

“Mesmo quando estejas em trevas densas, o amor fará luz, o amor produz força, o amor produz alegria.”

“Se todos Me tivessem amor, ainda cá na terra derramaria Eu em seus corações o Paraíso. Porque o Paraíso consiste em amar-Me.” (pg 82)

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