O Monaquismo como exemplaridade da vida batismal

7 02 2013
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Santo Antão

O MONAQUISMO

No Oriente, o monaquismo conservou uma grande unidade, não conhecendo, como no Ocidente, a formação dos diferentes tipos de vida apostólica. As várias expressões da vida monástica, desde o rígido cenobitismo, como o concebiam os santos Pacômio e Basílio, até ao eremitismo mais rigoroso de Santo Antão ou de S. Macário o Egípcio, correspondem mais a fases diferentes do caminho espiritual do que à escolha entre diferentes estados de vida. De fato, todos fazem apelo ao monaquismo em si, qualquer que se já a forma com a qual se exprima.

Além disso, o monaquismo não foi visto no Oriente apenas como uma condição à parte, própria de uma categoria de cristãos, mas particularmente como ponto de referência para todos os batizados, na medida dos dons oferecidos a cada um pelo Senhor, propondo-se como uma síntese emblemática do cristianismo.

Quando Deus chama de uma forma total como na via monástica, então a pessoa pode atingir o ponto mais elevado de tudo aquilo que a sensibilidade, cultura e espiritualidade são capazes de exprimir. Isso é válido com maior razão para as Igrejas Orientais, nas quais o monaquismo constituiu uma experiência essencial que ainda hoje floresce nelas, logo que termina a perseguição e os corações podem elevar-se livremente para os céus. O mosteiro é o lugar profético no qual a criação se torna louvor de Deus e o preceito da caridade, vivida concretamente, se torna ideal de convivência humana, e onde o ser humano procura Deus sem barreiras nem impedimentos, tornando-se referência para todos, levando-os no coração e ajudando-os a procurar Deus.

Considerarei o monaquismo para nele individuar aqueles valores que hoje sinto muito importantes para exprimir o contributo do Oriente cristão para o caminho da Igreja de Cristo em direção ao Reino. Estes aspectos, embora às vezes não sejam exclusivos quer da experiência monástica, quer do patrimônio do Oriente, todavia, freqüentemente adquiriram nele uma conotação particular. De resto, nós estamos a procurar valorizar não a exclusividade, mas o enriquecimento recíproco naquilo que o único Espírito suscita na única Igreja de Cristo.

O monaquismo foi desde sempre a própria alma das Igrejas Orientais, os primeiros monges cristãos nasceram no Oriente e a vida monástica foi parte integrante da Lumen oriental transmitida ao Ocidente pelos Padres da Igreja indivisa.

Os fortes traços que unem a experiência monástica do Oriente e do Ocidente tornam-na uma ponte admirável de fraternidade, onde a unidade vivida resplandece até mais do que se pode manifestar no diálogo entre as Igrejas.

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